Leilão de baterias que pode inaugurar o armazenamento em larga escala no país só sairá do papel se o Ministério de Minas e Energia (MME) publicar, até meados de abril, a portaria que define as regras do certame.
Prazo de 15 dias é decisivo
Executivos do setor revelam que a minuta da portaria está pronta, mas ainda aguarda assinatura do ministro Alexandre Silveira. Caso o documento não seja oficializado em até duas semanas, o cronograma escorrega e o leilão ficaria para 2027. A licitação precisa ser lançada este ano para que os sistemas de baterias estejam instalados e operando até 2026, prazo visto como estratégico para reforçar a rede elétrica durante períodos de pico de consumo.
Por que o consumidor deve se importar
Baterias de grande porte funcionam como reservatórios de eletricidade, armazenando energia gerada em horários de sobra (principalmente de fontes solar e eólica) e liberando nos momentos de maior demanda. Esse equilíbrio ajuda a reduzir o uso das usinas térmicas, mais caras e poluentes. Se o leilão ocorrer dentro do prazo, a expectativa é que os custos com térmicas diminuam nos próximos anos, o que pode aliviar o valor das bandeiras tarifárias aplicadas na sua conta de luz.
Regras ainda indefinidas elevam incerteza
O principal ponto de dúvida é o modelo de remuneração dos projetos vencedores. Sem a diretriz do MME, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não consegue detalhar como será calculado o preço da energia armazenada. Segundo especialistas, investidores dificilmente apresentarão propostas se não enxergarem previsibilidade de receita. Na prática, cada dia de atraso na portaria aumenta o risco de o Brasil perder a janela de 2026 e prolongar a dependência das fontes mais caras.
Para acompanhar a publicação da portaria, acesse o site oficial do Ministério de Minas e Energia, que deve divulgar qualquer atualização.
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