Preço do petróleo terminou a sessão desta quarta-feira praticamente no zero a zero, refletindo a incerteza sobre o prolongamento do cessar-fogo no Oriente Médio e a recente queda dos estoques nos Estados Unidos.
Conflito no Oriente Médio mantém mercado em alerta
Investidores seguem monitorando as negociações para ampliar o cessar-fogo entre Israel e Hamas. A possibilidade de novos confrontos gera cautela porque qualquer escalada militar pode restringir o fluxo de barris vindos da região, responsável por cerca de um terço da oferta global. Até agora, porém, não houve avanço concreto nas conversas, o que levou as cotações a oscilarem dentro de uma faixa estreita durante todo o pregão.
Queda nos estoques norte-americanos limitapressão de baixa
Do outro lado, dados preliminares apontam para diminuição dos estoques comerciais de petróleo nos EUA, principal consumidor mundial. A redução sugere demanda aquecida e impede um recuo mais forte nos preços. Analistas comentam que, sem definições claras sobre o conflito, o balanço entre menor oferta potencial no Golfo Pérsico e estoques mais enxutos nos EUA sustentou a estabilidade do barril.
Segundo especialistas consultados pela G1 Economia, o Brent para entrega em janeiro encerrou com variação inferior a 0,1%, perto de US$ 81, e o WTI, referência nos Estados Unidos, rondou os US$ 76.
Embora o movimento de hoje não tenha mexido diretamente na conta de luz, variações prolongadas no preço do petróleo podem alterar os custos das usinas termelétricas a óleo e, no futuro, influenciar as bandeiras tarifárias cobradas dos consumidores.
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Crédito da imagem: Eixos Fonte: Eixos