Raízen vende participação em uma central de geração distribuída (GD) a biogás para a Gera Energia, consolidando a estratégia do grupo de se retirar gradualmente desse segmento.
Negócio passa pelo aval do Cade
A operação, cujo valor não foi divulgado, recebeu sinal verde do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) na última segunda-feira, 6 de abril. Na prática, o órgão antitruste verificou que a transferência societária não traz risco de concentração de mercado nem prejuízo à concorrência no setor elétrico.
Por que a Raízen sai da geração distribuída?
Segundo a companhia, a alienação faz parte de um plano de foco em negócios com maior sinergia ao seu portfólio principal, que inclui produção de etanol, açúcar e energia a partir de biomassa. A unidade vendida é uma minigeração de biogás, tecnologia que converte resíduos orgânicos em eletricidade e que ganhou espaço após as regras de compensação de energia da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Impacto para consumidores e mercado
Para o consumidor final, a mudança societária não altera tarifas ou condições de fornecimento imediato, mas sinaliza um ambiente de GD mais pulverizado, com empresas especializadas como a Gera Energia ganhando espaço. Isso pode resultar em novos projetos e ofertas de créditos de energia no futuro, ampliando a concorrência entre geradoras de pequeno porte.
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