Preço do petróleo despencou para menos de US$ 100 na manhã desta quarta-feira (8) depois que navios voltaram a cruzar o Estreito de Ormuz, segundo transmissão da Band às 9h30 (horário de Brasília).
Cessar-fogo provisório derruba cotações
Portais de monitoramento naval registraram intenso tráfego de embarcações logo após o anúncio de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. A reação dos investidores foi imediata: o Brent recuou 15,7%, sendo negociado a US$ 92,10, enquanto o WTI caiu 17,3%, cotado a US$ 93,30. A forte desvalorização ocorre porque cerca de um quinto do petróleo mundial passa diariamente pelo Estreito de Ormuz; qualquer sinal de normalização reduz o temor de desabastecimento e pressiona os preços para baixo.
Analistas do mercado energético lembram que cotações inferiores a US$ 100 não eram vistas desde o início das tensões na região. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), quedas bruscas no preço do barril costumam aliviar custos de transporte e produção de derivados, mas o reflexo no bolso do consumidor depende de políticas internas de preços e da variação cambial.
Fechamento repentino reacende incertezas
No início da noite em Teerã — fim da manhã no Brasil —, o Irã voltou a bloquear a passagem no estreito, alegando descumprimento do acordo por Israel. A medida ameaça desfazer o alívio observado horas antes. Agências iranianas Tasnim e Fars informaram que Teerã cogita abandonar completamente o pacto de duas semanas que previa a suspensão de ataques em toda a região, inclusive no Líbano.
Enquanto isso, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou na rede Truth Social que “não haverá enriquecimento de urânio” no Irã e que Washington já discute tarifas e alívio de sanções. O ministro iraniano Abbas Araghchi confirmou que a proposta de 15 pontos dos EUA e o plano de 10 pontos do Irã estão na mesa de negociação.
O sobe-e-desce do petróleo adiciona volatilidade aos custos de energia e combustíveis no Brasil. Caso o bloqueio persista, preços podem voltar a subir; se a rota permanecer aberta, o recuo atual tende a se consolidar. Para acompanhar outras notícias que impactam sua conta de luz, continue navegando em nosso portal.
Crédito da imagem: Petronoticias Fonte: Petronoticias