Petróleo acima de 100 dólares voltou a ser realidade nesta segunda-feira (13) depois que os Estados Unidos determinaram o bloqueio de embarcações ligadas ao Irã no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo do planeta.
Alta imediata de 7% nos contratos Brent e WTI
No horário da divulgação da medida, o barril Brent para entrega em junho era negociado a US$ 101,90, avanço de 7% sobre o fechamento anterior. Já o WTI subia 7,3%, cotado a US$ 103,66.
O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que o bloqueio vale para todos os navios que entrem ou saiam de portos iranianos no Golfo Pérsico ou no Golfo de Omã. A travessia será autorizada apenas a embarcações sem qualquer ligação com o Irã.
Segundo o Centcom, a aplicação será “imparcial”, restringindo inclusive navios de países terceiros que utilizem instalações iranianas para carga ou descarga.
Tensão política amplia incertezas no mercado
O anúncio veio menos de 24 horas depois de o presidente Donald Trump afirmar em redes sociais que a Marinha americana barraria “todos os navios” que tentassem usar o Estreito de Ormuz. Trump acusa Teerã de cobrar um “pedágio” estimado em US$ 2 milhões por embarcação e classificou a prática de “extorsão mundial”.
Desde março, quando o conflito no Oriente Médio se intensificou, o Irã reduziu quase a zero o tráfego no estreito, liberando a passagem apenas de nações consideradas “amigas” ou de navios que pagassem a taxa apontada por Washington.
As tensões aumentaram após o fracasso das negociações de paz mediadas no Paquistão. De acordo com os EUA, o governo iraniano se recusou a reabrir totalmente a rota marítima e a atender a outras exigências, como o fechamento de instalações nucleares.
Especialistas ouvidos por veículos como G1 Economia lembram que o Estreito de Ormuz é estratégico para a oferta global de petróleo; qualquer interrupção prolongada costuma pressionar preços de combustíveis e de derivados em todo o mundo.
A escalada do barril para patamares acima de US$ 100 reacende o sinal de alerta para consumidores e setores que dependem de derivados. Acompanhar as próximas decisões diplomáticas e militares será essencial para entender se essa alta vai se firmar ou recuar nas próximas semanas. Para seguir atualizado sobre temas que podem impactar seu bolso, visite a nossa seção de notícias sobre conta de luz e fique por dentro.
Crédito da imagem: Petronoticias Fonte: Petronoticias