Guerra no Oriente Médio pode provocar uma queda de até 20% na demanda global por óleo até 2050, segundo projeção da consultoria Wood Mackenzie, abrindo caminho para mais energia renovável e nuclear nos próximos anos.
Conflito prolongado pressiona preços e infraestrutura
Dirigentes da Agência Internacional de Energia (AIE), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial alertam que os preços de combustíveis e fertilizantes devem permanecer elevados por “um período prolongado”. A avaliação conjunta, divulgada após reunião nesta semana, destaca que danos a instalações no Golfo Pérsico — alvo de ataques do Irã a países como Kuwait, Bahrein e Arábia Saudita — atrasarão a normalização do fornecimento de commodities.
As três entidades enfatizam que interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz agravam a escassez de insumos, afetando energia, alimentos e indústria. Segundo o comunicado, o cenário também traz desemprego, queda no turismo e deslocamento de pessoas.
Mais renováveis, carvão e nuclear no horizonte
De acordo com a Wood Mackenzie, a busca por segurança energética deve acelerar a eletrificação e reduzir pela metade a dependência de importações de óleo e gás até 2050. O estudo projeta queda adicional de 10% na demanda mundial de gás e um aumento de 40% na geração nuclear, impulsionado por tecnologias convencionais e de próxima geração a partir da década de 2030.
O mix energético tende a ficar mais doméstico e diversificado, ainda que mais caro no curto prazo. Enquanto fontes renováveis continuam na liderança, o carvão pode subir 20% temporariamente, atendendo à necessidade de abastecimento local. Já hidrogênio e captura de carbono perdem prioridade, avaliou Jom Madan, analista da consultoria.
Para conferir análises oficiais sobre transição energética, acesse o site da Agência Internacional de Energia.
Especialistas lembram que mudanças globais no mercado de combustíveis costumam repercutir nas tarifas de eletricidade, principalmente quando o Brasil importa derivados ou insumos para termelétricas. Fique atento às atualizações sobre eventuais impactos na conta de luz.
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Crédito da imagem: Petronoticias Fonte: Petronoticias