Corte de renováveis no Nordeste ultrapassou 26 horas nos dias 11 e 12 de abril, quando o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) limitou 18.157 MW de usinas eólicas e solares para manter a estabilidade da rede.
Por que o ONS restringiu a geração?
De acordo com boletim do ONS, a medida foi necessária para controle de frequência e por causa de “restrições operativas”, também chamadas de inequações regionais. Em momentos de baixa demanda e alta produção de vento e sol, o excedente de energia pode sobrecarregar os equipamentos e provocar oscilações que afetam todo o Sistema Interligado Nacional (SIN). Nessas situações, o operador determina a redução — conhecida como corte de carga ou curtailment — até que os parâmetros de segurança voltem ao normal.
Segundo o órgão, o procedimento é previsto nos critérios de confiabilidade e ocorre sempre que a operação com fontes renováveis atinge limites acima da capacidade de escoamento das linhas de transmissão disponíveis.
O que o consumidor precisa saber
Embora o corte não signifique falta de energia para a população, ele evidencia um desafio estrutural: a necessidade de reforçar a rede de transmissão para aproveitar todo o potencial eólico e solar do Nordeste. O tema é acompanhado de perto pelo ONS, que publica relatórios diários sobre a disponibilidade e a utilização das usinas renováveis.
Para o usuário final, entender essas limitações ajuda a perceber por que, em alguns momentos, fontes mais baratas podem ficar fora do sistema, ainda que não haja impacto imediato na tarifa. Ao mesmo tempo, reforça a importância de monitorar investimentos em infraestrutura que permitam o escoamento integral dessa energia limpa.
Cortes como o registrado no último fim de semana mostram que eventos operacionais podem influenciar a composição da matriz elétrica ao longo do ano. Para acompanhar outras notícias que afetam diretamente a sua conta de luz, continue navegando pelo nosso site e fique por dentro de cada atualização.
Crédito da imagem: Megawhat.uol Fonte: Megawhat.uol