Rastreador solar: mais energia, mas pode reduzir vida útil?

Rastreador solar virou sinônimo de alta produção de energia fotovoltaica, mas estudo da Universidade de New South Wales (UNSW) aponta que esses dispositivos também expõem os painéis a mais radiação ultravioleta (UV), o que pode encurtar sua vida útil.

Mais geração, maior exposição aos raios UV

Nos últimos anos, os rastreadores – estruturas que movem os painéis acompanhando o caminho do sol – “mudaram o jogo” na geração fotovoltaica ao captar mais luz direta do que sistemas fixos. Segundo a equipe da UNSW, esse ganho tem um custo: as células passam mais horas recebendo raios UV, conhecidos por acelerar a degradação dos módulos.

Pesquisa questiona durabilidade dos módulos

Os pesquisadores identificaram que a degradação por UV já é um desafio para painéis modernos. Ao comparar sistemas móveis e estáticos, o grupo observou que os rastreadores, justamente por seguirem o sol, acumulam um volume maior de radiação danosa ao longo do dia. O levantamento sugere que, embora a tecnologia eleve a geração, também pode reduzir a expectativa de vida dos painéis, o que afeta o retorno financeiro de projetos solares.

Ainda não há consenso sobre o tamanho exato desse impacto, mas o alerta já chama a atenção de consumidores e empresas do setor. Órgãos reguladores, como a ANEEL, acompanham a evolução das normas de geração distribuída enquanto o mercado busca materiais mais resistentes à radiação UV.

Para quem avalia investir em energia solar, a recomendação agora é balancear o ganho imediato de geração com a possível diminuição da durabilidade dos módulos móveis. Caso os painéis precisem ser substituídos antes do previsto, o custo extra pode anular parte da economia na conta de luz.

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Crédito da imagem: Reneweconomy.com.au Fonte: Reneweconomy.com.au

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