Licença do Ibama é o próximo passo para que a Petrobrás amplie a campanha exploratória na Margem Equatorial, onde pretende abrir mais três poços no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas.
Quais poços estão no plano da estatal
Segundo documentação já entregue ao Ibama, os novos poços receberam os nomes Manga, Crotalus e Extensão (PAD) de Morpho. Todos ficam a pouco mais de 170 quilômetros da costa do Amapá, em mar aberto:
- Manga: 173 km da costa, profundidade de 2.811 m e cronograma de 160 dias de perfuração;
- Extensão (PAD) de Morpho: 181 km da costa, 2.991 m de profundidade, também prevendo 160 dias de trabalho;
- Crotalus: 174 km da costa, 2.914 m de profundidade, com 150 dias estimados de perfuração.
O pedido de autorização acontece enquanto a companhia conclui o poço pioneiro Morpho, cujo término está previsto para o fim do segundo trimestre de 2024.
Por que o aval ambiental é decisivo
A licença ambiental original, concedida especificamente para o poço Morpho, já mencionava a possibilidade de perfurações contingentes. Agora, para transformar essa previsão em realidade, a petroleira detalhou ao órgão ambiental parâmetros técnicos de cada novo poço, tempo de operação e medidas de mitigação de impacto.
O Ibama avaliará questões como dispersão de resíduos, proteção de fauna marinha e planos de emergência para eventuais vazamentos. Somente após esse crivo a estatal poderá iniciar cada perfuração, etapa considerada estratégica para descobrir reservas que reforcem a oferta futura de energia no país. Mais detalhes sobre o processo de licenciamento podem ser consultados no portal oficial do Ibama.
Caso o órgão ambiental confirme a autorização, a Petrobrás manterá seu cronograma de perfuração contínua na Margem Equatorial, região apontada pela companhia como uma das novas fronteiras de exploração de petróleo no Brasil.
Para acompanhar outras mudanças de regras e prazos no setor de energia, continue navegando em nosso site e fique por dentro de tudo que pode impactar o seu bolso.
Crédito da imagem: Petronoticias Fonte: Petronoticias