Conta de luz mais cara do que a inflação nos últimos 20 anos tem pesado cada vez mais no orçamento das famílias brasileiras, segundo levantamento divulgado pela transmissão Globo.
Tarifa elétrica cresce além do IPCA
Entre 2003 e 2023, os reajustes aplicados pelas distribuidoras acumularam alta superior à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país. Enquanto o índice geral refletiu a alta de preços em diversas áreas, a energia residencial avançou em ritmo ainda maior, pressionando o custo de vida.
Especialistas apontam que encargos setoriais, investimentos em expansão da rede e a adoção das bandeiras tarifárias — que repassam ao consumidor o uso de termelétricas mais caras em períodos de escassez hídrica — explicam parte dessa diferença. Além disso, os custos com transmissão e perdas técnicas são repassados integralmente para a fatura.
Impacto direto no bolso do consumidor
Para quem recebe salário mínimo, o gasto médio com eletricidade compromete parcela crescente da renda mensal. Programas de auxílio, como a Tarifa Social de Energia Elétrica, aliviam famílias de baixa renda, mas nem sempre cobrem a elevação constante dos custos. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), somente em 2022 o reajuste médio aprovado superou os 20% em algumas áreas de concessão, refletindo a necessidade de recompor o caixa das distribuidoras frente aos gastos extras com geração emergencial.
Consumidores que atrasam a conta enfrentam juros, multa e risco de corte de fornecimento. Por isso, ações simples de eficiência energética — como trocar lâmpadas fluorescentes por LED, ajustar o uso do ar-condicionado e checar o selo Procel na hora da compra de eletrodomésticos — tornam-se essenciais para evitar surpresas no fim do mês.
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