Eólica offshore ganhou novo impulso após o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovar, nesta semana, diretrizes iniciais para a instalação de turbinas no mar e, na mesma reunião, fixar uma meta para expandir o uso de biometano no país.
O que muda com as novas diretrizes
O CNPE definiu as bases para conceder áreas marítimas a empreendedores, criando um caminho regulatório que faltava para projetos de geração offshore. A medida indica como serão avaliados critérios ambientais, prazos de exploração e a integração da energia ao Sistema Interligado Nacional.
Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), as regras devem acelerar investimentos bilionários e diversificar a matriz elétrica. Para o consumidor, a expectativa é que, no médio prazo, a entrada de novas usinas amplie a oferta de eletricidade e ajude a segurar reajustes na tarifa, já que a competição aumenta e o custo do vento é zero.
Meta para biometano reforça transição energética
Na mesma resolução, o CNPE aprovou a primeira meta oficial para o mercado de biometano, combustível obtido do processamento de resíduos orgânicos. O objetivo é substituir parte do gás natural fóssil em indústrias e transportes, reduzindo emissões e dependência de importações.
Para o setor elétrico, o biometano pode ser usado em térmicas flexíveis, acionadas em momentos de seca ou de forte demanda, garantindo segurança ao sistema sem pressionar tanto a bandeira tarifária. Além disso, projetos de aterros sanitários que geram biogás poderão vender energia em leilões futuros, estimulando economias locais.
Embora os efeitos na conta de luz não sejam imediatos, especialistas destacam que diretrizes claras atraem investidores e, a longo prazo, contribuem para tarifas mais estáveis. Para acompanhar outras regras do setor elétrico e entender como elas afetam seu bolso, continue navegando em nosso site.
Crédito da imagem: Eixos Fonte: Eixos