Armazenamento hidrelétrico ganhou prioridade oficial nesta segunda-feira (1º) após o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovar resoluções que exigem novos estudos e definem diretrizes para contratar sistemas de reserva de água e energia em usinas.
O que muda com as novas resoluções
O CNPE determinou que a EPE elabore inventários hidrelétricos focados em projetos com grandes reservatórios. A ordem é avaliar, caso a caso, onde o armazenamento pode garantir água para geração, irrigação, abastecimento e controle de cheias. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a medida dá fôlego ao planejamento, já que fontes como solar e eólica crescem, mas são intermitentes.
Outra frente aprovada foi o enquadramento dos Sistemas de Armazenamento Hidráulico (SAH) no SIN. Esses sistemas bombeiam água para o reservatório superior quando a demanda é baixa e devolvem a água para turbinas nas horas de pico. A contratação dos SAHs ocorrerá por leilões de longo prazo, com remuneração atrelada à potência disponível e ao desempenho.
Para o consumidor, o principal efeito esperado é a redução do risco de apagões e a menor necessidade de acionar usinas térmicas caras, o que costuma pressionar as bandeiras tarifárias. Mais reservatório significa maior “poupança” de energia na época chuvosa, equilibrando a oferta nos meses secos e ajudando a manter a conta de luz estável.
Transparência e segurança para o setor
Os estudos da EPE serão acompanhados pela Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento e terão participação pública. A resolução também manda incluir o armazenamento nos planos de curto, médio e longo prazo do setor. O Ministério de Minas e Energia publicou nota explicando que a estratégia reforça a confiabilidade do sistema nacional e facilita a integração das renováveis variáveis (confira a íntegra no portal oficial).
Especialistas lembram que investimentos em reservatórios podem exigir anos de obras e licenciamento ambiental rigoroso. Por isso, o CNPE quer contratos que deem previsibilidade às empresas e garantias de que a entrega da potência contratada ocorrerá sem custo extra para o consumidor.
As novas regras atualizam a política energética e, na prática, funcionam como um “seguro” contra oscilações climáticas e tarifárias. Para acompanhar outras regras que impactam sua conta de luz, continue navegando em nosso site e saiba como proteger o seu bolso.
Crédito da imagem: Petronoticias Fonte: Petronoticias