Diesel importado receberá uma Medida Provisória (MP) de apoio financeiro enquanto governos estaduais começam a aderir a um novo programa de subvenção, numa tentativa de segurar os custos do combustível e evitar repasses aos consumidores.
MP deve garantir subvenção extra ao diesel
O Palácio do Planalto prepara a edição de uma MP para criar uma compensação temporária ao diesel trazido do exterior. A iniciativa atende a um pedido de distribuidoras que alegam defasagem de preços diante da alta do petróleo no mercado internacional. Segundo fontes do Ministério da Fazenda, a subvenção será calculada sobre cada litro importado, semelhante à ajuda já usada em 2022. Pelo desenho preliminar, a adesão é voluntária e exige contrapartidas de transparência no repasse dos descontos.
Vários estados — entre eles Bahia, Goiás e Mato Grosso — sinalizaram que vão participar do programa adicional de subvenção, compartilhando parte dos custos para acelerar a redução nas bombas. A expectativa oficial é que a MP seja publicada ainda este mês e vigorará por, no máximo, seis meses.
Petrobras mantém GLP acima da paridade internacional
Enquanto isso, a Petrobras continua vendendo o gás liquefeito de petróleo (GLP) a um preço cerca de 10% superior ao valor de paridade de importação, de acordo com cálculos de agentes privados. A estatal alega que precisa recuperar perdas recentes e defende que o mercado interno segue competitivo. O Ministério de Minas e Energia (MME) avalia medidas para garantir oferta e estabilidade de preços, mas descarta interferência direta na política comercial da companhia.
Em nota publicada em seu site oficial, o MME confirmou que analisa cenários de demanda e estoques, além de dialogar com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) para monitorar margens de distribuição.
Possíveis reflexos no bolso do consumidor
Para o consumidor final, a subvenção ao diesel tende a evitar altas acentuadas nos fretes e, por consequência, em itens transportados por caminhões, um fator que também influencia a inflação geral. Já o preço do botijão de 13 kg, essencial no orçamento doméstico, pode continuar pressionado caso a Petrobras mantenha a diferença frente ao mercado externo.
Caso o cenário de combustíveis caros persista, analistas não descartam efeitos indiretos na conta de luz, já que usinas termelétricas a óleo podem ser acionadas em períodos de estiagem prolongada, encarecendo o custo da energia.
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Crédito da imagem: Eixos Fonte: Eixos