Corte de usinas na distribuição será a tônica do novo plano que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) promete enviar até maio, em mais um passo para conter o risco de excedente de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN).
Por que o ONS aperta o freio na geração?
O avanço das fontes renováveis conectadas diretamente às redes de distribuição elevou a oferta de eletricidade em horários de baixa demanda. Diante desse excesso, o ONS implementa desde 2023 um plano emergencial que permite desligar temporariamente parte dessas usinas. A fase atual discute uma nova classificação para definir quais empreendimentos poderão ser cortados primeiro, priorizando a segurança do sistema e evitando desperdício de energia.
Segundo o ONS, o estudo contempla usinas de diversas tecnologias que operam fora do ambiente de mercado regulado. A ideia é equilibrar a produção sem comprometer metas de expansão renovável nem sobrecarregar a infraestrutura de transmissão.
O que muda para consumidores e geradores?
Com a revisão das regras de operação, cada usina conectada à distribuição precisará seguir novos procedimentos de despacho, comunicação de disponibilidade e controle de potência. Embora o ONS não tenha detalhado percentual de cortes ou impactos tarifários, especialistas apontam que evitar excedentes contribui para estabilizar custos do setor a médio prazo, refletindo na conta de luz ao reduzir a necessidade de compra de energia cara em leilões de curto prazo.
A proposta final será submetida à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) depois de maio, quando também devem ser abertas audiências públicas. Pequenos geradores e distribuidoras poderão apresentar contribuições antes da decisão definitiva.
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