Energia solar no Ceará ganhou novo impulso com a liberação de R$ 18,1 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), administrado pela Sudene, para duas usinas fotovoltaicas em Icó.
Sudene libera terceira parcela do FDNE
O repasse abrange os projetos Bom Jardim Energia Solar 1 e 3, que receberam, respectivamente, R$ 4,5 milhões e R$ 13,6 milhões. Este é o terceiro aporte do fundo no complexo: outros R$ 88,7 milhões foram desembolsados em dezembro de 2025 e R$ 17 milhões em janeiro deste ano. Com a nova parcela, os recursos já efetivados somam R$ 79 milhões e a participação total do FDNE deve alcançar R$ 123,9 milhões, dentro de um investimento global previsto de R$ 383,3 milhões.
Segundo o diretor de Fundos e Incentivos Fiscais da Sudene, Heitor Freire, o investimento reforça a posição estratégica do Ceará no mercado internacional de hidrogênio verde, graças à conexão com o Porto do Pecém. As obras são conduzidas pelo grupo Qair International e integram o Complexo Fotovoltaico Bom Jardim, que terá dez Sociedades de Propósito Específico (SPEs).
Geração de emprego e expansão da matriz limpa
Cada usina terá capacidade instalada de 59,6 MWp (corrente contínua) e 48,118 MW (corrente alternada), ampliando o volume de energia limpa disponibilizada no Sistema Interligado Nacional. Na fase de implantação estão previstos cerca de 700 empregos diretos e 100 indiretos em setores como comércio, serviços e hospedagem, fortalecendo a economia regional.
O superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, ressalta a importância do FDNE para manter o Nordeste na vanguarda da transição energética e do desenvolvimento sustentável do país. De acordo com dados do Ministério de Minas e Energia, a geração solar já representa mais de 14 % da capacidade instalada nacional, e a tendência é de crescimento com projetos como o de Icó.
Novos pedidos de financiamento
Além da liberação para o Ceará, a Sudene aprovou consultas prévias de financiamento para outros empreendimentos. A Aços Cipalam solicitou R$ 80 milhões para erguer uma unidade siderúrgica em Periquito (MG), enquanto a Martins Indústria, Comércio e Serviços SPE LTDA pleiteia R$ 5,1 milhões para instalar uma usina solar em Caucaia (CE). Juntos, os projetos demandam investimentos totais de R$ 275 milhões e R$ 10,2 milhões, respectivamente.
Iniciativas como essas reforçam o papel das energias renováveis na oferta nacional e podem, a médio prazo, contribuir para tarifas mais competitivas aos consumidores. Para descobrir maneiras práticas de economizar no dia a dia, visite nossa seção de economia de energia e fique por dentro das melhores dicas.
Crédito da imagem: Petronoticias Fonte: Petronoticias