Pico de energia no início da noite está ficando mais longo e, para lucrar com a tarifa elevada desse horário, empreendedores do setor elétrico vêm encomendando baterias cada vez maiores, segundo a integradora global Fluence.
Demanda sai das baterias de 2 horas para modelos de longa duração
A Fluence, uma das principais fornecedoras mundiais de armazenamento, revelou que quase não recebe mais pedidos de sistemas capazes de fornecer apenas duas horas de eletricidade. Agora, a preferência dos desenvolvedores recai sobre baterias que sustentem três, quatro horas ou mais de descarga contínua, justamente para atender ao prolongamento do pico noturno, quando o consumo residencial e dos escritórios converge.
De acordo com a empresa, dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) mostram que os horários de ponta concentram as tarifas mais altas, estimulando investimentos em projetos que armazenem energia mais barata fora do pico e a devolvam ao sistema no momento de maior demanda. Essa lógica financeira explica a “corrida” por megabaterias.
Centros de dados entram no radar dos investidores
Além das concessionárias de distribuição e dos comercializadores de energia, os datacenters despontam como novos compradores de sistemas de armazenamento. Essas infraestruturas críticas precisam garantir abastecimento ininterrupto e, ao mesmo tempo, reduzir a conta de luz. Baterias de longa duração permitem suavizar picos internos de carga e ainda participar de programas de resposta à demanda, aumentando a receita desses complexos.
O movimento dos grandes consumidores reforça a tendência de supersizing das baterias e amplia o mercado de armazenamento, que já vinha acelerando com a entrada maciça de fontes renováveis variáveis – como a solar e a eólica – na matriz global.
O prolongamento do pico vespertino-noturno pressiona custos, mas também abre espaço para soluções tecnológicas que podem, no futuro, tornar o sistema mais eficiente e estável. Para acompanhar outras mudanças que impactam sua conta de luz, continue navegando em nosso site.
Crédito da imagem: Reneweconomy.com.au Fonte: Reneweconomy.com.au