Aneel suspende a operação comercial da turbina 7 da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que sozinha gera 611 MW, depois de um curto-circuito em janeiro que a deixou parada por tempo indeterminado. A decisão, publicada em nota técnica da agência reguladora, retira temporariamente do Sistema Interligado Nacional (SIN) energia suficiente para abastecer uma cidade de 2,5 milhões de habitantes.
O que motivou a suspensão
A falha ocorreu entre fases do gerador, gerando aquecimento excessivo e risco de danos permanentes ao equipamento. Até que o consórcio Norte Energia comprove a correção total do problema, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) determinou a suspensão dos 611 MW dessa unidade para evitar instabilidades no sistema. A usina, localizada no rio Xingu (PA), possui 11.233 MW de potência instalada; portanto, a perda corresponde a cerca de 5,4 % de sua capacidade total.
Impacto no sistema e na conta de luz
Embora o SIN conte com outras fontes para suprir a demanda, a retirada de um gerador de grande porte reduz a folga de oferta, especialmente em períodos de consumo elevado. Quando a reserva gira menor, o Operador Nacional do Sistema (ONS) pode precisar despachar usinas térmicas, mais caras, o que pressiona o custo da energia no mercado de curto prazo. Caso o cenário persista, há possibilidade de elevação nas bandeiras tarifárias, sinal que encarece cada quilowatt-hora (kWh) na fatura do consumidor.
A Norte Energia deverá apresentar laudos de reparo e testes de confiabilidade para que a unidade volte a gerar. Enquanto isso, o empreendimento não recebe pagamento pelo componente de disponibilidade referente à turbina suspensa, mecanismo que transfere parte do risco técnico ao próprio gerador e protege o bolso do usuário final.
A decisão da Aneel segue as regras de segurança do setor elétrico, que exigem comprovação técnica antes da retomada de operação. Para acompanhar outras mudanças que podem afetar sua tarifa, continue navegando em nosso site.
Crédito da imagem: Megawhat.uol Fonte: Megawhat.uol