Energia nuclear voltou ao centro do debate nacional depois que o deputado Julio Lopes, presidente da Frente Parlamentar Nuclear, cobrou publicamente que todos os pré-candidatos à Presidência detalhem seus projetos para o setor ainda neste primeiro semestre eleitoral.
Pressão em ano eleitoral
Falando na abertura do Nuclear Summit 2026, no Rio de Janeiro, Lopes afirmou que o momento é “sensível” e exige respostas rápidas. Segundo ele, o setor precisa de um posicionamento claro para saber se a expansão da matriz nuclear entrará no plano de governo de quem pretende comandar o país a partir de 2027. Para o parlamentar, a omissão pode travar investimentos e, no futuro, refletir na conta de luz do consumidor.
Compromisso global e a novela Angra 3
Lopes lembrou que o Brasil assinou, por meio da diplomata Claudia Vieira Santos, o acordo internacional que prevê triplicar a geração nuclear no mundo até 2050. A adesão foi formalizada na Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), mas internamente o governo ainda não definiu se e quando retomará as obras de Angra 3, paralisadas há anos em Angra dos Reis (RJ). O impasse, segundo o deputado, cria incerteza para toda a cadeia produtiva.
O congressista pediu que entidades como a Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN) organizem um abaixo-assinado e encaminhem perguntas formais a partidos e presidenciáveis. A ideia é tornar pública a posição de cada legenda sobre financiamento, prazos de licenciamento e metas de participação da energia nuclear na matriz elétrica.
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Crédito da imagem: Petronoticias Fonte: Petronoticias