Vibra marca Petrobras foi a expressão usada por Décio Oddone, ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), para resumir o que ele considera um equívoco na privatização da antiga BR Distribuidora: vender a empresa, mas permitir que continuasse usando a marca Petrobras.
Crítica à venda da BR Distribuidora
Ao comentar a operação que transformou a BR em Vibra Energia, Oddone explicou que a manutenção do nome Petrobras no posto, nas frotas e na comunicação visual gerou confusão no mercado. Para ele, a Petrobras perdeu a chance de se diferenciar totalmente do negócio de distribuição, enquanto a Vibra herdou um capital de marca que não refletia mais sua estrutura acionária.
Segundo o ex-diretor, a estratégia poderia ter sido conduzida de forma a criar identidade própria desde o primeiro dia da venda. Essa clareza, argumenta, evitaria a percepção de que a companhia continuava estatal, além de reduzir o risco de interferência política em decisões comerciais.
Risco de criar uma nova estatal
Oddone também criticou ideias recentes de reestatização do setor de combustíveis, como a possível criação de uma nova distribuidora controlada pela União. Para o executivo, multiplicar estatais faria o país retroceder em competitividade, além de onerar o contribuinte. Ele defende que políticas públicas de abastecimento devem ser pensadas sem aumentar a presença do Estado em atividades que já contam com operadores privados.
Em entrevista, o ex-CEO da Brava Energia acrescentou que uma nova estatal exigiria altos investimentos iniciais, estrutura pesada de governança e risco de ingerência política, fatores que costumam pressionar custos e, na ponta, os preços pagos pelos consumidores.
Em nota recente, a ANP reforçou que a abertura do mercado de combustíveis nos últimos anos estimulou concorrência e ganhos de eficiência, argumentos que sustentam a visão de Oddone.
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Crédito da imagem: Eixos Fonte: Eixos