Usina de biomassa em São Paulo começou a vender energia ao mercado nesta quinta-feira após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberar a unidade geradora UG1, de 51,3 MW, da termelétrica Vista Alegre II, localizada em Narandiba e operada pela Cocal Energia.
Detalhes técnicos da termelétrica
A Vista Alegre II utiliza biomassa – basicamente resíduos do setor sucroenergético – como combustível. Com a autorização comercial, a usina passa a entregar sua produção diretamente ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A potência liberada, de pouco mais de 50 MW, é suficiente para atender cerca de 130 mil residências de consumo médio mensal de 150 kWh.
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a liberação cumpre todas as exigências de segurança e desempenho exigidas para conexão ao sistema. O despacho publicado no Diário Oficial também incluiu autorização para outra geradora, a São Valentim Geração de Energia, em fase final de testes.
O que muda para a conta de luz?
Embora 51,3 MW represente uma fração pequena da matriz nacional, cada nova fonte movida a biomassa ajuda a reduzir custos de geração em períodos de seca, quando as usinas térmicas a óleo – mais caras e poluentes – são acionadas. Se o uso de biomassa crescer, a tendência é aliviar as bandeiras tarifárias que encarecem a conta de luz quando o despacho térmico fóssil aumenta.
A usina também reforça a diversificação da matriz paulista, majoritariamente hídrica, dando mais segurança ao fornecimento no interior do estado. Segundo especialistas, projetos desse porte têm potencial de manter a tarifa mais estável ao longo do ano, pois usam resíduos agrícolas abundantes na região.
Movimentos como o da Cocal indicam que novos projetos de biomassa podem ganhar espaço, reduzindo pressões futuras sobre o bolso do consumidor. Para acompanhar outras notícias de conta de luz e entender como mudanças no setor afetam sua fatura, continue navegando em nosso site.
Crédito da imagem: Megawhat.uol Fonte: Megawhat.uol