urânio enriquecido do Irã está “enterrado tão profundamente que será muito difícil para qualquer um alcançá-lo”, afirmou o ex-presidente norte-americano Donald Trump neste domingo (31), reforçando o clima de tensão no Oriente Médio.
Trump questiona alcance a material nuclear iraniano
Em entrevista, Trump disse não cogitar um ataque direto ao estoque nuclear iraniano, mas destacou que a profundidade dos depósitos torna qualquer investida “extremamente complicada”. A declaração foi acompanhada de uma crítica repetida nas redes do ex-presidente: países que dependem do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz deveriam “vir e pegar”, pois, segundo ele, “o Irã foi devastado e não representa ameaça substancial”.
O secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, confirmaram aumento no tráfego de navios civis na região e reiteraram que Washington prefere negociar, mas “com bombas na mesa” caso Teerã não abra mão de seu programa nuclear. Hegseth classificou os próximos dias da Operação Fúria Épica como “decisivos”.
Para entender a dimensão nuclear iraniana, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) monitora periodicamente os níveis de enriquecimento de urânio do país. Relatórios da entidade podem ser consultados em iaea.org.
Israel promete destruir alvos críticos antes da Páscoa
Do outro lado da fronteira, as Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram que até quarta-feira (2) pretendem eliminar 100% dos “alvos críticos e essenciais” no Irã — cerca de 60% a 70% de todos os pontos estratégicos identificados antes do início do conflito. Essa lista inclui instalações ligadas à produção de mísseis balísticos e componentes industriais considerados vitais para a manutenção do poder militar iraniano.
Ainda assim, militares israelenses admitem que o Irã pode continuar lançando entre cinco e vinte mísseis balísticos por dia. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu descreveu o momento como “oportunidade rara” para uma aliança regional com países árabes, sugerindo até o desvio de oleodutos para contornar o Estreito de Ormuz.
Em meio às manobras, o governo israelense suspendeu o comércio de defesa com a França, decisão atribuída à postura “hostil” de Paris nos últimos dois anos. Contratos já assinados seguirão valendo, mas novos acordos ficam congelados até nova ordem.
Enquanto as potências discutem rotas de petróleo e profundidade de bunkers nucleares, o cenário permanece volátil. Para acompanhar outros temas que impactam diretamente o bolso do consumidor brasileiro, como mudanças na conta de luz, continue navegando em nosso site.
Crédito da imagem: Petronoticias Fonte: Petronoticias