Tarifa de Itaipu voltou ao centro do debate depois que o professor Alexandre Street, da PUC-Rio, classificou como “absurdo” o modelo de cobrança firmado entre Brasil e Paraguai há 52 anos, comparando-o a um contrato de renda fixa que recai diretamente sobre o consumidor de hoje.
Como nasceu o custo fixo de Itaipu
O tratado assinado em 1973 previa que a energia gerada pela hidrelétrica seria paga a uma tarifa definida em dólar, garantindo receita constante aos dois países. Na prática, o acordo funciona como uma “aposentadoria energética”: independentemente do avanço tecnológico ou de novas fontes mais baratas, o valor permanece indexado, assegurando pagamento estável por décadas.
Ao criticar esse modelo, Street chama atenção para o fato de que o consumidor brasileiro de 2024 ainda arca com um preço negociado numa realidade de meio século atrás. Segundo ele, esse é o primeiro dos “dois absurdos” que envolvem Itaipu. O segundo não foi detalhado no trecho divulgado, mas está relacionado ao mesmo debate sobre a composição das tarifas.
Impacto direto na conta de luz
Embora a tarifa de Itaipu não apareça como item separado na fatura, ela é incorporada ao custo total de geração que as distribuidoras repassam ao cliente final. Por isso, qualquer reajuste ou manutenção desse valor fixo reflete no que você paga por quilowatt-hora (kWh). Para muitos especialistas, rever o acordo poderia reduzir pressões futuras de aumento.
Em nota publicada no site oficial da Itaipu Binacional, a empresa lembra que o tratado só pode ser modificado com consenso de ambos os governos, o que exige negociações diplomáticas complexas.
Entender por que Itaipu continua custando caro é essencial para acompanhar próximos reajustes e discutir soluções que aliviem o bolso do consumidor. Para saber mais sobre outras notícias que podem mexer na sua fatura, visite nossa seção de novidades sobre conta de luz e fique informado.
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