Produção de biometano da Orizon em Jaboatão dos Guararapes (PE) só começou no primeiro trimestre de 2024 porque problemas técnicos na Copergás atrasaram o cronograma, originalmente previsto para entrar em operação ainda em 2025.
Como o atraso aconteceu
A planta, instalada ao lado do aterro sanitário da Orizon, depende da infraestrutura da Companhia Pernambucana de Gás para injetar o combustível renovável na rede. Falhas em equipamentos e na conexão atrasaram a liberação dos testes de segurança, postergando o início das atividades. Mesmo com o contratempo, a unidade já produz 80 mil metros cúbicos (m³) de biometano por dia e deve atingir 110 mil m³ quando todas as etapas forem validadas.
Por que isso importa para o consumidor
O biometano é obtido a partir da decomposição de resíduos sólidos urbanos, substitui o gás natural de origem fóssil e pode reduzir custos de geração termelétrica, influenciando a tarifa de energia no médio prazo. Quanto maior a oferta de combustíveis renováveis, menor a necessidade de acionar usinas mais caras — fator que pesa na conta de luz com as bandeiras tarifárias. Segundo o Ministério de Minas e Energia, cada metro cúbico do gás renovável evita a emissão de até 2,3 kg de CO₂ equivalente, contribuindo também para metas de descarbonização.
No momento, todo o volume produzido é vendido a clientes industriais locais, mas a Orizon estuda ampliar a capacidade para atender o mercado automotivo (GNV) e o setor elétrico. A expectativa é que, com a conexão estabilizada, o aumento de 30 mil m³ diários ocorra até o fim de 2024.
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Crédito da imagem: Megawhat.uol Fonte: Megawhat.uol