Navio a etanol é a nova aposta da Vale para diminuir a pegada de carbono no frete marítimo de minério de ferro, um dos pontos mais poluentes da cadeia de produção da companhia.
Por que a Vale escolheu o etanol?
A mineradora fechou contrato com um estaleiro asiático para construir a primeira embarcação de grande porte capaz de operar com etanol. O projeto integra o programa “Ecoshipping”, que reúne soluções como motores multicombustíveis, rotores eólicos e pintura de casco de baixa fricção. Segundo comunicado oficial da Vale, a tecnologia pode cortar em até 40% as emissões de CO₂ em comparação ao óleo combustível tradicional, aliado ao fato de o etanol ter origem renovável e menor teor de enxofre.
Impacto ambiental e próximos passos
Hoje, cerca de 90% do minério exportado pela companhia segue para a Ásia em navios convencionais. Com o novo modelo, previsto para entrar em operação em 2026, a Vale quer testar desempenho, custo e disponibilidade de etanol em rotas comerciais. A iniciativa faz parte da meta global de reduzir 33% das emissões diretas e indiretas até 2030, alinhando-se às discussões da Organização Marítima Internacional sobre combustíveis de baixo carbono.
Especialistas afirmam que o desafio principal será garantir fornecimento competitivo de etanol em portos fora do Brasil. A Vale, porém, calcula que a escala de produção nacional e acordos internacionais para biocombustíveis podem viabilizar economicamente a opção.
Movimentos como esse mostram que o setor de energia está em rápida transformação. Se você também quer cortar custos e emissões dentro de casa, vale conferir nossas dicas de como economizar na conta de luz e reduzir o gasto mensal na fatura.
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