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Leilão de reserva de capacidade reduz custo em 50%

Leilão de reserva de capacidade garante 501,321 MW em usinas já existentes e consegue deságio médio de 50,14%, o que pode aliviar futuras pressões na conta de luz.

Deságio expressivo e economia bilionária

Realizado nesta sexta-feira (20), o 3º Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 selecionou seis usinas movidas a óleo combustível, diesel e biodiesel. O preço médio ficou em R$ 831,25 mil por megawatt ao ano, quase a metade do teto estabelecido. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o deságio resultará em economia estimada de R$ 1,83 bilhão ao sistema elétrico.

Foram contratados três produtos de potência (POTT):
• POTT-2026 – três usinas a óleo combustível e diesel nas regiões Nordeste, Sul e Sudeste;
• POTT-2027 – uma usina a diesel;
• POTT-2030 – duas usinas a biodiesel.

Quem ganhou o leilão

Quatro grupos saíram vencedores: a Usina de Petrolina, operada pela Companhia Energética de Petrolina (CEP); Canoas e Termoceará, controladas pela Petrobras; e Xavantes, da empresa homônima. Como as plantas já estão em operação, não há necessidade de novos aportes relevantes, apenas adaptações para utilização de biodiesel em alguns casos. A receita fixa total somará R$ 229,9 milhões por ano durante os três anos de contrato, com fornecimento de potência de 2026 a 2030.

Impacto esperado na sua conta de luz

O objetivo desse tipo de leilão é garantir reserva de potência para momentos de pico, reduzindo o risco de acionamento de usinas mais caras. Ao contratar energia com forte deságio, o governo diminui os custos repassados às tarifas. Embora o reflexo não seja imediato, a economia bilionária diminui a pressão sobre possíveis aumentos nas bandeiras tarifárias nos próximos anos.

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Crédito da imagem: Petronoticias Fonte: Petronoticias