Leilão de energia LRCap, marcado para 18 de março de 2026, não corre risco de ser suspenso pelo Tribunal de Contas da União (TCU), segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
O que está em jogo no LRCap
O Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCap) contrata usinas que ficam disponíveis para atender picos de demanda, garantindo segurança ao sistema elétrico. Quando essa “reserva” é bem planejada, o consumidor evita acionamento de termelétricas mais caras e, consequentemente, aumentos na tarifa de energia.
A iniciativa, porém, foi criticada pelo Ministério Público junto ao TCU. O subprocurador-geral Lucas Furtado enviou representação apontando possíveis falhas na modelagem e nos resultados prévios. Apesar do questionamento, Silveira afirmou não ter recebido qualquer notificação que comprometa o certame.
Posicionamento do Ministério
Em entrevista após evento oficial, o ministro classificou as críticas como “especulações” e reforçou que o cronograma está mantido. “Não há ameaça concreta ao leilão”, disse. A sinalização do governo tranquiliza agentes do setor que temiam atraso na contratação de nova capacidade e impactos futuros na conta de luz.
Silveira também destacou que o processo de licitação segue as diretrizes estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e pelo Ministério de Minas e Energia, órgãos responsáveis por validar cada etapa técnica e jurídica.
Para os consumidores, a manutenção do LRCap indica que o planejamento da oferta de energia continua no trilho, reduzindo o risco de custos extras que costumam surgir quando o sistema precisa recorrer a fontes emergenciais.
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