Investimento de US$ 200 milhões permitirá que a norte-americana NOV quase dobre, em três anos, a capacidade de produção de tubos flexíveis submarinos em sua planta no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ).
Demanda offshore pressiona capacidade atual
O presidente mundial da NOV, Jose Bayardo, explicou que a fábrica já opera perto do limite e tem pedidos garantidos até 2028. Ele avalia que o crescimento previsto na exploração de petróleo e gás em águas profundas exigirá oferta extra a partir do fim da década, justificando a expansão programada para entrar em operação no final de 2029.
Além do aumento físico da linha de produção, a companhia pretende introduzir tubos flexíveis resistentes a dióxido de carbono, tecnologia desenhada para campos com alto teor de CO₂ e que pode abrir novos mercados.
Reação da Petrobras e impacto no setor
Maior compradora global desse tipo de tubo, a Petrobras elogiou a iniciativa. Para o gerente executivo de Sistemas Submarinos, Flavio Bretanha, o fornecimento adicional reforça a segurança operacional e a meta de elevar a produção offshore. A estatal já mantém parceria de longa data com a NOV, o que deve se fortalecer com as novas tecnologias.
Segundo informações da Petrobras, componentes submarinos confiáveis são críticos para cumprir o plano estratégico de expansão de plataformas e escoamento.
No plano financeiro da NOV, o aporte aumenta em cerca de US$ 50 milhões o orçamento de capital (capex) previsto para 2026, sinalizando confiança na demanda de longo prazo pelos fabricantes de equipamentos subsea brasileiros.
O investimento reforça o papel do Porto do Açu como polo industrial de óleo, gás e energia, atraindo fornecedores que impactam toda a cadeia e, indiretamente, o consumidor final, já que inovações e escala produtiva costumam reduzir custos de produção de energia no país. Para acompanhar outras novidades que afetam o setor e o bolso do consumidor, visite nossa seção de notícias de conta de luz.
Crédito da imagem: Petronoticias Fonte: Petronoticias