Estreito de Ormuz está no centro de uma crise que pode definir o fluxo mundial de petróleo e gás, após o ex-presidente dos EUA Donald Trump fixar prazo até 21h (horário de Brasília) desta terça-feira para o Irã reabrir a passagem marítima.
Ultimato de Trump e horário crítico
Falando em sua rede Truth Social, Trump advertiu que “uma civilização inteira morrerá esta noite” caso Teerã mantenha o bloqueio. O prazo final divulgado pela Casa Branca corresponde às 20h na Costa Leste americana e 3h30 (Brasília UTC-3). Ele ainda ameaçou atacar pontes e usinas de energia iranianas se o corredor – por onde transita cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no planeta – permanecer fechado.
Segundo Trump, “47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim”, sugerindo uma possível mudança de regime. A retórica elevou a cautela nos mercados de energia, que monitoram cada movimento no Golfo Pérsico.
Mobilização iraniana e negociações estagnadas
Em resposta, o secretário do Conselho Supremo da Juventude do Irã, Alireza Rahimi, conclamou “jovens, artistas e estudantes” a formar correntes humanas em torno das usinas elétricas para protegê-las de eventuais bombardeios dos EUA ou de Israel. Já o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou em rede social que mais de 14 milhões de cidadãos “estão dispostos a se sacrificar” pelo país.
Ontem, uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão foi rejeitada por Washington e Teerã. O plano previa armistício imediato e até 20 dias para um acordo mais amplo que permitiria reabrir o estreito. Trump elogiou a “boa vontade” iraniana, mas considerou a contraproposta insuficiente, mantendo o impasse.
Analistas lembram que qualquer interrupção prolongada no Estreito impacta preços de combustíveis e, por consequência, custos de geração de energia em diversos países. A Agência Nacional do Petróleo dos EUA estima que 20% do comércio global de óleo cru cruza diariamente essa rota, reforçando o peso estratégico da decisão que será tomada ainda hoje.
O desfecho do ultimato deve ser acompanhado de perto pelos consumidores, pois tensões no fornecimento mundial de energia costumam repercutir nos custos de produção elétrica. Para seguir informado sobre ajustes tarifários e seus reflexos na conta de luz, visite nossa seção de notícias de conta de luz e fique preparado para possíveis mudanças.
Crédito da imagem: Petronoticias Fonte: Petronoticias