Escassez de gás prevista para o sistema energético australiano foi novamente adiada, agora para 2030, graças ao rápido avanço das megabaterias de rede e da eletrificação, segundo o Operador do Mercado de Energia da Austrália (AEMO).
Boom de baterias alivia pressão sobre o gás
De acordo com o AEMO, a instalação de grandes sistemas de armazenamento em baterias tem reduzido a necessidade de usinas a gás para atender aos picos de demanda. Essas baterias liberam eletricidade instantaneamente quando o consumo sobe, evitando que o gás seja acionado com a mesma frequência. O resultado é um consumo menor de combustível fóssil e o adiamento, por mais um ano, do temido déficit de oferta que antes era esperado para 2029.
Eletrificação muda perfil de consumo
Além das baterias, o órgão destaca que o processo de eletrificação – substituição de equipamentos a gás por versões elétricas em residências, comércios e indústrias – também contribui para a queda da demanda por gás. Com mais aparelhos elétricos e uma rede capaz de armazenar excedentes em baterias, o sistema se torna menos dependente do combustível, estendendo a margem de segurança até 2030.
O relatório do AEMO indica que o monitoramento continuará anual, pois qualquer atraso em novos projetos de geração renovável ou em linhas de transmissão pode recolocar a escassez no horizonte.
Embora o estudo seja australiano, a lição vale para o Brasil: investimentos em armazenamento e eletrificação podem reduzir custos futuros e proteger o consumidor de oscilações nos combustíveis fósseis. Para acompanhar outras notícias que impactam sua conta de luz, continue navegando em nosso site e descubra como essas tendências globais podem influenciar o seu bolso.
Crédito da imagem: Reneweconomy.com.au Fonte: Reneweconomy.com.au