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Escassez de combustíveis: governo culpa caminhoneiros

Escassez de combustíveis já atinge 30% dos municípios do Rio Grande do Sul, mas o governo federal atribui o risco de greve a interesses políticos de caminhoneiros, sem apresentar um plano concreto para normalizar o abastecimento.

Ministro vê “viés político”, caminhoneiros contestam

O ministro dos Transportes, Renan Filho, declarou que a mobilização dos caminhoneiros não seria “espontânea”, mas estimulada por grupos com “interesses difusos”. Na prática, essa leitura transfere a discussão dos preços e da oferta de diesel para o campo político. Mesmo após a publicação de uma medida provisória voltada à categoria, entidades mantêm estado de greve e aguardam novas negociações nesta semana com a Secretaria-Geral da Presidência.

Falta de diesel paralisa serviços essenciais

Segundo a Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul, mais de 140 cidades já ficam sem óleo diesel. As prefeituras priorizam ambulâncias e deslocamentos de emergência; tratores e máquinas agrícolas, porém, estão parados, atrasando a colheita. O preço médio do diesel S-10 chegou a R$ 7,15 por litro, alta de 26,7% em 30 dias, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Enquanto isso, o ministério anuncia fiscalização do piso mínimo do frete e ameaça punir transportadoras irregulares.

Greve ainda está no radar

A decisão de não cruzar os braços na semana passada foi temporária. Representantes do setor esperarão a formalização completa das medidas prometidas pelo governo para, então, reavaliar a paralisação nacional. Dados oficiais apontam que 20% dos fretes fiscalizados apresentam irregularidades, reforçando a insatisfação da categoria. Caso o impasse persista, o desabastecimento pode avançar para outros estados nos próximos dias.

Crise no abastecimento, preços em alta e negociação travada formam um cenário ainda indefinido. Para acompanhar outras notícias que impactam diretamente o bolso do consumidor, visite nossa seção de notícias sobre tarifas e energia e fique informado.





Crédito da imagem: Petronoticias Fonte: Petronoticias