Eólica offshore ganha passo decisivo: o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) votará em 19 de março as diretrizes que nortearão os primeiros leilões desse tipo de geração no Brasil.
O que será decidido no CNPE
Segundo Silveira, a resolução deverá detalhar regras para que empresas apresentem projetos, critérios de seleção das áreas marítimas e exigências técnicas que garantam segurança jurídica aos investimentos. A mesma reunião também deve avaliar a inclusão de até 1% de biometano na mistura com o gás natural, medida vista pelo governo como passo inicial para diversificar a matriz sem elevar a complexidade regulatória. Em nota recente, o Ministério de Minas e Energia reforçou que a expansão das fontes renováveis faz parte do planejamento para manter a oferta de energia estável e competitiva.
Angra 3 e reestruturação do setor nuclear
Embora não confirme se o tema entrará na pauta do dia 19, o ministro voltou a defender a conclusão de Angra 3. Ele revelou que, nas próximas duas semanas, o conselho da Eletronuclear discutirá a emissão de debêntures para captar recursos destinados à retomada das obras. Silveira também informou que a Comissão Interministerial de Governança Corporativa (Cgpar) deve enviar ainda neste ano ao Congresso um projeto de lei ou medida provisória para reorganizar o setor nuclear brasileiro. Na avaliação do ministro, a possível entrada da Âmbar Energia no capital da Eletronuclear, substituindo a Axia Energia (ex-Eletrobras), não altera a governança da estatal.
Definições sobre leilões offshore, uso de biometano e o futuro das usinas nucleares impactam diretamente o planejamento de oferta de energia no país — reflexo que acaba chegando à tarifa paga pelo consumidor. Para acompanhar outros prazos e regras que podem afetar sua conta de luz, continue navegando em nosso site.
Crédito da imagem: Petronoticias Fonte: Petronoticias