Energia solar mais barata é a promessa de um novo modelo em discussão na Austrália, que propõe usar baterias para guardar o excedente gerado durante o dia e liberá-lo à noite, como se fosse um “horário de verão” do sol. Especialistas defendem reformas bem desenhadas para acelerar a transição e proteger consumidores de futuros choques de preços ligados ao petróleo e ao gás.
Como funciona o “horário de verão” do sol
O conceito é simples: painéis fotovoltaicos produzem mais eletricidade nas horas de maior luminosidade, justamente quando muitas famílias estão fora de casa. Ao armazenar esse excedente em baterias, a energia pode ser devolvida à rede no período noturno, reduzindo a necessidade de usinas fósseis mais caras. Segundo analistas, se o desenho regulatório ficar bem definido, picos tarifários tendem a virar exceção e não regra.
Impacto direto na conta de luz
A expectativa é que a combinação de painéis solares e baterias ajude a achatar o pico de demanda, estabilize o preço do kilowatt-hora (kWh) e, no longo prazo, diminua a volatilidade das faturas. Para o consumidor brasileiro, a lição é clara: quanto maior a participação de fontes limpas e de armazenamento, menor a exposição às oscilações do mercado internacional de combustíveis.
O tema ganha relevância no momento em que a ANEEL analisa novos incentivos à geração distribuída e ao uso de sistemas de baterias, seguindo tendências globais de descarbonização.
A experiência australiana mostra que planejar agora é essencial para evitar custos extras no futuro. Se quiser saber mais caminhos para cortar gastos com eletricidade, visite nossa seção de economia de energia e descubra outras dicas práticas.
Crédito da imagem: Reneweconomy.com.au Fonte: Reneweconomy.com.au