Energia solar concentrada pode chegar ao Brasil com força total: a CGN Brasil firmou acordo com o governo do Piauí para estudar a instalação da primeira usina do país que une a tecnologia CSP (Concentrated Solar Power) a um sistema de armazenamento térmico.
Parceria inova no setor elétrico
O memorando de entendimento foi assinado entre a subsidiária da gigante chinesa CGN e o Piauí Instituto de Tecnologia (PIT). A iniciativa prevê levantar dados técnicos, econômicos e regulatórios que indiquem se o projeto é viável. Caso avance, a planta usará espelhos para concentrar a radiação solar, aquecer um fluido e gerar vapor para movimentar turbinas, permitindo produzir eletricidade mesmo sem sol direto — algo que difere dos painéis fotovoltaicos comuns.
De acordo com especialistas, esse tipo de usina tem potencial para fornecer energia firme durante a noite, ajudando a reduzir o uso de termelétricas mais caras. Segundo informações da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o armazenamento térmico pode garantir até 15 horas de geração contínua, o que daria maior segurança ao Sistema Interligado Nacional.
Estudos definirão viabilidade e custos
Entre as etapas mapeadas, estão análises de radiação solar no semiárido piauiense, estimativa de custos do equipamento importado e avaliação das regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para inclusão da fonte nos leilões de energia. Além disso, será verificado o impacto tarifário: se confirmado, o CSP poderá reduzir a pressão sobre as bandeiras tarifárias futuras, pois entrega energia em horários de pico, quando o preço no mercado costuma subir.
A CGN já opera um complexo CSP de 50 MW em Delingha, na China, experiência que deve servir de modelo para o projeto brasileiro. No Piauí, não há prazo oficial para início das obras; a primeira fase de estudos deve durar até 18 meses.
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Crédito da imagem: Megawhat.uol Fonte: Megawhat.uol