Energia nuclear no Brasil ganhará espaço nos próximos anos, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que prevê até 14 GW dessa fonte no Plano Nacional de Energia 2055 (PNE 2055).
O que o PNE 2055 projeta
Durante o Nuclear Summit 2026, no Rio de Janeiro, a consultora técnica da EPE, Regina Fernandes, explicou que a inclusão da nuclear não foi aleatória. O modelo de planejamento identificou na tecnologia três atributos essenciais: firmeza, baixa emissão de carbono e segurança de abastecimento. Essa combinação abre caminho para a instalação de usinas convencionais e de Pequenos Reatores Modulares (SMR), capazes de entregar energia contínua e despachável.
Nuclear como aliada da descarbonização
Com a expansão de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica, surge a necessidade de geração que garanta estabilidade ao sistema. A energia nuclear, por operar 24 h por dia sem depender de condições climáticas, cumpre esse papel enquanto evita emissões significativas de CO₂ — algo que carvão e gás não conseguem. Segundo Regina, essa característica reduz a vulnerabilidade do sistema a combustíveis fósseis e a eventos climáticos extremos.
A especialista destacou que estudos da própria EPE confirmam que, nos cenários com metas climáticas mais rigorosas, a fonte nuclear é a que mais cresce. Já em cenários sem foco em descarbonização, a expansão é menor, reforçando a correlação entre metas verdes e investimento nessa tecnologia.
O planejamento de longo prazo ainda depende de definições regulatórias e de financiamento, mas o objetivo de 14 GW indica que a nuclear voltará ao centro do debate energético nacional. Para acompanhar outras mudanças de regras e prazos no setor, visite nossa seção de prazos e regras e fique por dentro das futuras decisões que podem afetar sua conta de luz.
Crédito da imagem: Petronoticias Fonte: Petronoticias