Diesel mais caro movimenta o mercado de combustíveis em março e já acumula alta média de 24,98% nas distribuidoras, com aumento superior a R$ 1,25 por litro, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).
Picos regionais e repasse imediato às bombas
O estudo analisou 257 mil notas fiscais eletrônicas até 23 de março e mostra que o avanço do diesel deixou de ser pontual e virou tendência estrutural. As regiões Centro-Oeste e Nordeste lideram, com variações acima de 30% no Diesel S10 comum. Na prática, o litro já ultrapassa R$ 8,00 em vários postos, resultado de um repasse quase integral dos custos de distribuidoras para o varejo.
Gilberto Luiz do Amaral, coordenador do IBPT, explica que o combustível se tornou “o principal vetor de pressão inflacionária deste mês” por estar diretamente ligado ao transporte de cargas. Isso encarece fretes, afeta o agronegócio e chega rapidamente ao bolso do consumidor final.
Contexto internacional e efeito limitado de desonerações
No cenário externo, o barril do Brent oscila entre US$ 101,26 e US$ 103,45, enquanto o WTI gira perto de US$ 91,21 – US$ 96,92, impulsionados por tensões no Oriente Médio. Esse movimento amplia a volatilidade interna. Mesmo com a isenção de PIS/Cofins, o reajuste global anulou o alívio fiscal, reforçando a dependência do país do petróleo importado. Para acompanhar cotações atualizadas e políticas de preços, consulte a Agência Nacional do Petróleo.
Gasolina e etanol também subiram, mas em ritmo menor: 9% e 1,39%, respectivamente, no mesmo período. O etanol, que antes servia como alternativa, perdeu força, reduzindo as opções do consumidor para amenizar gastos.
Com o avanço dos custos de energia e combustíveis, entender os reajustes e planejar o orçamento torna-se fundamental. Continue acompanhando nossos conteúdos para saber como proteger seu bolso diante das mudanças no setor.
Crédito da imagem: Petronoticias Fonte: Petronoticias