Demanda por navios de suprimento no Brasil marcou recorde em 2025, somando 140 “anos-embarcação”, segundo levantamento da consultoria Rystad Energy divulgado em reportagem exibida pela Band.
Pico histórico e sinais de estabilização
O estudo, assinado pelos especialistas Victor Claro e Einar Michel, mostra que o ritmo de entrada de Platform Supply Vessels (PSVs) no país diminuiu em 2024, indicando que o ápice já foi alcançado. Entre 2021 e 2025 houve 69 mobilizações de chegada e 24 saídas, resultando em ganho líquido de 45 unidades. Para 2026, a previsão é de leve recuo, com a demanda caindo para 132 anos-embarcação e mantendo-se praticamente estável até 2030.
Mesmo em queda, o mercado brasileiro segue como o terceiro maior do mundo, atrás apenas do Mar do Norte (167 anos-embarcação) e do Golfo da América (152). A expansão recente foi puxada por 14 novas plataformas FPSO no pré-sal e pela forte influência da Petrobras, que responde por cerca de 80% das contratações.
Bandeira estrangeira ganha espaço
A Rystad destaca que, à medida que as exigências técnicas aumentaram, armadores recorreram a embarcações estrangeiras. Em 2021 elas praticamente não atuavam no Brasil; já em 2025 representam cerca de 20% da frota, vindas de países como Estados Unidos, Noruega e México. O Registro Especial Brasileiro (REB) facilitou esse movimento, permitindo que navios de fora operem sob bandeira nacional e reduzindo barreiras em licitações.
Além da Petrobras, outras operadoras vêm crescendo no uso de PSVs: a PRIO ganhou força com o campo de Peregrino, enquanto Perenco e Equinor impulsionaram contratos para seus projetos. Contudo, a estabilização da demanda e a busca por eficiência de custos tendem a dificultar a entrada de novas embarcações sem contratos firmes.
Para entender como o mercado de navios de suprimento se relaciona com a cadeia de energia brasileira, confira também os dados oficiais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), considerados referência no setor.
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Crédito da imagem: Petronoticias Fonte: Petronoticias