Custo da energia sobe para diversos setores industriais, enquanto empresas de carvão e gás recebem praticamente um “passe livre” para continuar emitindo, revela modelagem divulgada em 28 de novembro de 2025. O estudo conclui que a atual versão do Safeguard Mechanism, regra que limita emissões de grandes instalações, precisa ser revista com urgência para evitar distorções na conta final.
Como o Safeguard favorece carvão e gás
De acordo com o levantamento, produtoras de carvão e gás conseguem “cozinhar os números” ao definir metas de redução menos rígidas. Dessa forma, mantêm suas emissões praticamente intactas, enquanto setores como siderurgia, cimento e alimentos são forçados a cortar carbono ou pagar por créditos de compensação. O resultado prático é um aumento nos custos de produção — que, inevitavelmente, pode chegar ao consumidor final na forma de preços mais altos ou reajustes tarifários.
Indústria paga a conta e pressiona por mudança
O relatório aponta que, se nada mudar, a diferença de tratamento entre fontes fósseis e demais indústrias tende a crescer. Para analistas, a revisão do Safeguard Mechanism deve incluir metas mais transparentes, acompanhamento independente das emissões e punições efetivas para quem ultrapassar o limite. Órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), acompanham de perto debates semelhantes sobre justiça tarifária e transição energética no Brasil.
Entidades empresariais afirmam que a correção é necessária para garantir previsibilidade e competitividade, estimulando investimentos em eficiência energética e fontes limpas. Já organizações ambientais destacam que dar vantagens a carvão e gás contraria metas globais de descarbonização e transfere custos ambientais ao restante da economia.
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Crédito da imagem: Reneweconomy.com.au Fonte: Reneweconomy.com.au