Biometano no Centro-Oeste ganha força com a estreia de ônibus articulados em Goiânia (GO) e a construção da primeira planta do combustível pela Atvos em Nova Alvorada do Sul (MS), iniciativas que somam mais de R$ 2,8 bilhões em investimentos e prometem reduzir emissões e custos operacionais.
Goiânia coloca nas ruas ônibus articulados a biometano
Nesta quarta-feira (27), chegaram aos corredores do BRT Leste-Oeste de Goiânia os primeiros oito ônibus articulados do país movidos a gás/biometano, fabricados pela Marcopolo em parceria com a Scania. O plano municipal prevê 501 veículos desse tipo até 2027, tornando a capital referência em combustíveis renováveis para transporte coletivo.
O lançamento aconteceu no Terminal Padre Pelágio, que passou por modernização, e incluiu o anúncio da construção da primeira usina de biometano de Goiás, em Guapó, com capacidade de 100 mil m³/dia e aporte de R$ 150 milhões. Para viabilizar a distribuição, o estado ganhará seu primeiro gasoduto, desenvolvido pela GoiásGás, GeoGreen Biogás e Consórcio BRT, dentro de um pacote que ultrapassa R$ 2,5 bilhões.
Segundo Ricardo Portolan, da Marcopolo, a adoção do biometano “moderniza o transporte público e reforça a transição para matrizes mais limpas”. Já Alex Nucci, da Scania, classificou a venda como “histórica” ao marcar a primeira frota de articulados a gás/biometano no Brasil. Saiba mais sobre biocombustíveis no site do Ministério de Minas e Energia.
Atvos investe R$ 350 milhões em planta de biometano
No Mato Grosso do Sul, a Atvos iniciou as obras de sua primeira unidade dedicada ao biometano, estimada em R$ 350 milhões. A planta, localizada em Nova Alvorada do Sul, deve produzir 28 milhões de m³ por safra a partir de subprodutos da cana-de-açúcar, como vinhaça e torta de filtro.
Durante a Expocanas, o governador Eduardo Riedel visitou o canteiro de obras e destacou que o gás renovável substituirá o diesel na própria frota da empresa, com expectativa de conversão total nos próximos anos. A Atvos avalia implementar mais sete unidades, podendo alcançar 137 milhões de m³ por safra e cortar até 88,3% das emissões ligadas ao uso de diesel.
Além de garantir menor pegada de carbono, a companhia testa caminhões a biometano em parceria com a Scania, o que pode reduzir de 40 a 50 mil toneladas de CO₂ por ano e gerar novos créditos de descarbonização.
O avanço do biometano mostra como fontes renováveis podem contribuir para uma matriz energética mais barata e limpa. Se você quer descobrir outras maneiras de gastar menos com energia, visite nossa página de economia de energia e continue acompanhando nossas dicas.
Crédito da imagem: Petronoticias Fonte: Petronoticias