Desabastecimento de combustíveis não deve ocorrer em abril, garantiu o diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Pietro Mendes, durante o Latam Energy Week nesta segunda-feira (8). Ele afirmou que o suprimento de diesel e gás de cozinha (GLP) está assegurado, apesar de recentes alertas de entidades do setor.
Monitoramento diário garante oferta
Mendes explicou que o Ministério de Minas e Energia, a ANP e a Empresa de Pesquisa Energética mantêm uma mesa permanente de acompanhamento que analisa, dia a dia, o equilíbrio entre oferta e demanda, com atenção especial ao diesel S10, ainda parcialmente importado. Oscilações provocadas por seca na região Norte, enchentes no Sul ou gargalos logísticos “fazem parte da rotina do país”, disse o diretor.
Na última semana, associações como Fecombustíveis, Abicom e BrasilCom emitiram nota alertando para possível falta de diesel. A Agência Nacional do Petróleo, contudo, descartou o cenário e reforçou que não há indícios de escassez no curto prazo.
Medidas emergenciais em vigor
Para garantir a segurança energética, a ANP ativou instrumentos como exigência de estoques mínimos, painéis de monitoramento logístico e sistema de sobreaviso — dispositivos já usados na greve dos caminhoneiros de 2018 e no conflito Rússia-Ucrânia.
Mendes detalhou ainda as Medidas Provisórias 1.340/2026 e 1.349/2026, que criaram um regime emergencial de abastecimento. Os textos ampliam a subvenção ao diesel — até R$ 1,12 por litro para o produto nacional e R$ 1,52 para o importado — e concedem cerca de R$ 10 de subsídio por botijão de 13 kg de GLP. Caberá à ANP definir o preço de paridade de importação (PPI) e fiscalizar aumentos abusivos ou retenção de estoques.
Apesar da pressão do dólar e da alta internacional do petróleo, fatores que encarecem o transporte e impactam a inflação, o diretor reiterou que o Brasil dispõe de mecanismos suficientes para impedir que falte combustível nas bombas.
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Crédito da imagem: Petronoticias Fonte: Petronoticias