Alta no diesel já acumula 24,3% desde o início da guerra no Oriente Médio, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que quem praticar preços abusivos “vai parar na cadeia”. A Polícia Federal e os Procons estaduais foram acionados para fiscalizar distribuidoras e postos em todo o país.
Fiscalização reforçada nos postos
Em entrevista à TV Cidade do Ceará nesta segunda-feira (1º), Lula criticou “gente de mau caráter” que eleva valores na bomba mesmo após cortes tributários. Segundo o presidente, equipes federais e estaduais estão percorrendo estradas, revendas e bases de distribuição para verificar se a redução anunciada pela Petrobras chega ao consumidor final.
De acordo com levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o litro do diesel S10 subiu de R$ 7,35 para R$ 7,57 em apenas sete dias, avanço de 3%. O estudo aponta que o repasse das oscilações internacionais do barril — valorizado com o conflito — não é uniforme pelo país, o que levantou suspeitas de abusos.
Medidas para conter a escalada de preços
Para frear os aumentos, o governo zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, retirando cerca de R$ 0,32 do custo por litro. Também propôs uma subvenção temporária de R$ 1,20 para o combustível importado, dividindo o gasto entre União e estados por até dois meses; mais de 20 governadores já aderiram.
Lula afirmou não querer impor redução do ICMS — imposto estadual que pesa na bomba —, mas busca acordo em que União e estados arqueiem, cada um, com metade da perda de arrecadação. O presidente voltou a criticar a privatização da Vibra Energia (antiga BR Distribuidora), dizendo que a mudança dificulta o controle de preços e facilita ganhos excessivos de intermediários.
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Crédito da imagem: Petronoticias Fonte: Petronoticias