Mineração de urânio no Brasil pode dar um salto nos próximos anos graças à lixiviação in situ (ISL), método apontado pela estatal russa Rosatom como chave para viabilizar jazidas hoje consideradas caras ou complexas.
Demanda global em alta pressiona oferta
Projeções da Associação Nuclear Mundial indicam que o consumo de urânio deve mais que dobrar até 2040, saltando de 67 mil para 150 mil toneladas anuais. A partir do fim desta década já é esperado um déficit na oferta, o que eleva a importância de tecnologias que acelerem a entrada de novos projetos em operação.
Como funciona a lixiviação in situ
Na ISL, o minério não é retirado do subsolo. Soluções de ácido sulfúrico diluído são injetadas em poços, dissolvendo o urânio que depois é bombeado à superfície para processamento. O circuito fechado e o monitoramento contínuo reduzem o impacto ambiental, eliminando a necessidade de grandes escavações ou pilhas de rejeitos.
Vantagens econômicas e ambientais
Segundo Alexander Boytsov, assessor da Tenex (grupo Rosatom), a ISL corta custos de capital, encurta prazos de implantação e permite trabalhar com teores mais baixos de minério. Em países como o Cazaquistão, a participação desse método já ultrapassa 55 % da produção mundial. A adoção em território brasileiro poderia tornar lucrativas jazidas antes tidas como inviáveis.
Potencial brasileiro e próximos passos
O Brasil possui reservas relevantes, mas poucos depósitos foram explorados industrialmente. A combinação de janela de mercado — com preços tendendo a subir — e a ISL abre espaço para rever o portfólio nacional de projetos. Para avançar, será preciso alinhar regulação, licenças ambientais e investimentos em sondagem geológica. Mais detalhes sobre a tecnologia podem ser conferidos na página do Ministério de Minas e Energia.
Em resumo, a lixiviação in situ promete acelerar a produção de urânio e colocar o Brasil no radar dos grandes fornecedores globais. Se concretizada, a expansão pode fortalecer a cadeia nuclear e, no longo prazo, influenciar o custo da eletricidade gerada por usinas atômicas. Para acompanhar outras notícias que impactam sua conta de luz, continue navegando em nosso site.
Crédito da imagem: Petronoticias Fonte: Petronoticias